Foto: EFE/EPA/FILIP SINGER
Caro leitor, neste
tempo de pandemia em que estamos praticamente sem competições esportivas, estive
pensando no cenário atual do futebol mundial e notei que o mesmo está sofrendo
com a polarização econômica, ou seja, as conquistas estão ficando na mão de
poucas equipes que têm um grande poder aquisitivo. Não falo apenas no âmbito
nacional, mas no internacional também, um exemplo disso é a Alemanha, onde o
Bayer de Munique vai para a sua 8º conquista consecutiva do campeonato
nacional.
Na liga Alemã existem
clubes que formam grandes equipes com potencial para chegar ao título, no
entanto sofrem com o rápido desmanche de seus elencos, podemos citar a equipe
do Red Bull Leipzig e Bayer Leverkusen, que na temporada atual têm grandes jogadores,
porém já estão se desfazendo dos mesmos. O que os impedem de tornar o
campeonato mais competitivo. Outro aspecto que me preocupa é a dificuldade para
encontrarmos itens destes clubes considerados “menores”, isto vai restringindo
que outras pessoas os conheçam, tornando o futebol um esporte que é considerado
popular, se transformar em um esporte de clubes ricos. O que prejudica a
existência dos clubes menos famosos.
Voltando agora o
nosso olhar para o âmbito brasileiro, a situação não é muito diferente, pois
existem dois clubes notadamente com melhores condições salariais que os outros,
são eles o Flamengo e o Palmeiras, que monopolizam quase todas as conquistam de
títulos nacionais atualmente. Neste cenário podemos perceber que mais cedo ou
mais tarde a maiorias dos clubes terá dificuldade para se manter, transformando
assim o futebol brasileiro numa cópia do cenário Europeu, onde dois ou no
máximo três clubes se revezam na conquista dos campeonatos.
Foto destaque: reprodução/ Getty Images
Thercio Medeiros


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